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"O amor é como a luz - imprescindível para a vida." - Joanna de Ângelis

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

NÃO TE AFASTES

“Mas livra-nos do mal.”    Jesus (Mateus, 6:13) 

A superfície do mundo é, indiscutivelmente, a grande escola dos espíritos encarnados. 

Impossível recolher o ensinamento, fugindo à lição. 

Ninguém sabe, sem aprender. 

Grande número de discípulos do Evangelho, em descortinando alguns raios de luz espiritual, afirmam­se declarados inimigos da experiência terrestre. Furtam­-se, desde então, aos mais nobres testemunhos. Defendem­-se contra os homens, como se estes lhes não fossem irmãos no caminho evolutivo. Enxergam espinhos, onde a flor desabrocha, e feridas venenosas, onde há riso inocente. 

E, condenando a paisagem a que foram conduzidos pelo Senhor, para serviço metódico no bem, retraem­-se, de olhos baixos, recuando do esforço de santificação. 

Declaram­-se, no entanto, desejosos de união com o Cristo, esquecendo-­se de que o Mestre não desampara a Humanidade. Estimam, sobretudo, a oração, mas, repetindo as sublimes palavras da prece dominical, olvidam que Jesus rogou ao Senhor Supremo nos liberte do mal, mas não pediu o afastamento da luta. 

Aliás, a sabedoria do Cristianismo não consiste em insular o aprendiz na santidade artificialista e, sim, em fazê-­lo ao mar largo do concurso ativo de transformação do mal em bem, da treva em luz e da dor em bênção. 

O Mestre não fugiu aos discípulos; estes é que fugiram d’Ele no extremo testemunho. O Divino Servidor não se afastou dos homens; estes é que o expulsaram pela crucificação dolorosa. 

A fidelidade até ao fim não significa adoração perpétua em sentido literal; traduz, igualmente, espírito de serviço até ao último dia de força utilizável no mecanismo fisiológico. 

Se desejas, pois, servir com o Senhor Jesus, pede a Ele te liberte do mal, mas que não te afaste dos lugares de luta, a fim de que aprendas, em companhia d’Ele, a cooperar na execução da Vontade Celeste, quando, como e onde for necessário.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado, 6 de outubro de 2018

E OLHAI POR VÓS

“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados desta vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.”  Jesus (Lucas, 21:34) 

Em geral, o homem se interessa por tudo quanto diga respeito ao bem­-estar imediato da existência física, descuidando-­se da vida espiritual, a sobrecarregar sentimentos de vícios e inquietações de toda sorte. Enquanto lhe sobra tempo para comprar aflições no vasto noticiário dos planos inferiores da atividade terrena, nunca encontra oportunidade para escassos momentos de meditação elevada. 

Fixa com interesse as ondas destruidoras de ódio e treva que assolam nações, mas não vê, comumente, as sombras que o invadem. 

Vasculha os males do vizinho e distrai­-se dos que lhe são próprios. 

Não cuida senão de alimentar convenientemente o veículo físico, mergulhando­-se no mar de fantasias ou encarcerando-­se em laços terríveis de dor, que ele próprio cria, ao longo do caminho. 

Depois de plasmar escuros fantasmas e de nutrir os próprios verdugos, clama, desesperado, por Jesus e seus mensageiros. 

O Mestre, porém, não se descuida em tempo algum e, desde muito, recomendou vele cada um por si, na direção da espiritualidade superior. 

Sabia o Senhor quanto é amargo o sofrimento de improviso e não nos faltou com o roteiro, antecedendo-­nos a solicitação, há muitos séculos. 

Retire­-se cada um dos excessos na satisfação egoística, fuja ao relaxamento do dever, alije as inquietações mesquinhas — e estará preparado à sublime transformação. 

Em verdade, a Terra não viverá indefinidamente, sem contas; contudo, cada aprendiz do Evangelho deve compreender que o instante da morte do corpo físico é dia de juízo no mundo de cada homem.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ORAÇÃO E RENOVAÇÃO

“Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.”  Paulo (Hebreus, 10:6)  

É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-­nos os sentimentos. 

A súplica, no remorso, traz­-nos a bênção das lágrimas consoladoras. 

A rogativa na aflição dá­-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-­nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela­-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia. 

A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o  coração ao  serviço  divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios. 

Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.

Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo. 

Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação. 

Se ofendeste a alguém, corrige-­te na devida reconciliação. 

Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito. 

Se te perturbaste, harmoniza­-te de novo. 

Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo. 

Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra­-te de que a prece pode trazer-­te sugestões divinas, ampliar-­te a visão espiritual e proporcionar­-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor  não bastam as posições convencionais ou verbalistas. 

O Mestre confere-­nos a Dádiva e pede­-nos a iniciativa. 

Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu  agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

domingo, 30 de setembro de 2018

LEVANTAI OS OLHOS

“Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.”  — Jesus (João, 4:35)

O mundo está cheio de trabalhos ligados ao estômago. 

A existência terrestre permanece transbordando emoções relativas ao sexo. 

Ninguém contesta o fundamento sagrado de ambos, entretanto, não podemos estacionar numa ou noutra expressão. 

Há que levantar os olhos e devassar zonas mais altas. É preciso cogitar da colheita de valores novos, atendendo ao nosso próprio celeiro. 

Não se resume a vida a fenômenos de nutrição, nem simplesmente à continuidade da espécie.

Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem.

Valiosos conhecimentos reclamam­-no a esferas superiores. 

Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o entendimento e santificar os raciocínios. 

É imprescindível alçar a lâmpada sublime da fé, acima das sombras. 

Irmão muito amado, que te conservas sob a divina árvore da vida, não te fixes tão­-somente nos frutos da oportunidade perdida que deixaste apodrecer, ao abandono... Não te encarceres no campo inferior, a contemplar tristezas, fracassos, desenganos!... Olha para o alto!... Repara as frondes imortais, balouçando­-se ao sopro da Providência Divina! Dá-­te aos labores da ceifa e observa que, se as raízes ainda se demoram presas ao solo, os ramos viridentes, cheios de frutos substanciosos, avançam no Infinito, na direção dos Céus.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O PÃO DIVINO

“Moisés não vos deu o pão do Céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do Céu.” — Jesus (João, 6:32)
 
Toda arregimentação religiosa na Terra não tem escopo maior que o de preparar as almas, ante a grandeza da vida espiritual. 

Templos de pedra arruínam­-se. 

Princípios dogmáticos desaparecem. 

Cultos externos modificam­-se. 

Revelações ampliam-­se. 

Sacerdotes passam. 

Todos os serviços da fé viva representam, de algum modo, aquele pão que Moisés dispensou aos hebreus, alimento valioso sem dúvida, mas que sustentava o corpo apenas por um dia, e cuja finalidade primordial é a de manter a sublime oportunidade da alma em busca do verdadeiro pão do Céu. 

O Espiritismo Evangélico, nos dias que correm, é abençoado celeiro desse pão. Em suas linhas de trabalho, há mais certeza e esperança, mais entendimento e alegria. 

Esteja, porém, cada companheiro convencido de que o esforço pessoal no pão divino para a renovação, purificação e engrandecimento da alma há de ser culto dominante no aprendiz ou prosseguiremos nas mesmas obscuridades mentais e emocionais de ontem. 

Observações de ordem fenomênica destinam­-se ao olvido. 

Afirmativas doutrinárias elevam­-se para o bem. 

Horizontes do conhecimento dilatam-­se ao infinito. 

Processos de comunicação com o invisível progridem sempre. Médiuns sucedem­-se uns aos outros. 

Se procuras, pois, a própria felicidade, aplica­-te com todas as energias ao aproveitamento do pão divino que desce do Céu para o teu coração, através da palavra dos benfeitores espirituais, e aprende a subir, com a mente inflamada de amor e luz, aos inesgotáveis celeiros do pão celestial.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

SOCORRE A TI MESMO

“ Pregando o Evangelho do reino e curando todas as enfermidades.” —  (Mateus, 9:35) 

Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.  Defende­-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as  vozes e solicitações variadas que te procuram.

Medica  a  arritmia  e  a  dispnéia,  contudo,  não  entregues  o  coração  à  impulsividade arrasadora.

Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto, cuida de reajustar as  emoções e tendências.

Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.  

Melhora as condições do sangue, todavia, não o sobrecarregues com os  resíduos de prazeres inferiores.  

Guerreia  a hepatite,  entretanto, livra  o  fígado  dos  excessos  em  que  te  comprazes. 

Remove  os  perigos  da  uremia,  contudo,  não  sufoques  os  rins  com  os  venenos de taças brilhantes.  

Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com  teus pés, braços e mãos.

Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar a  mente no idealismo superior e nos atos nobres.  

Consagra­-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do Reino Divino  aos teus órgãos.  

Eles são vivos e educáveis. Sem que teu pensamento se purifique e sem que  a  tua  vontade  comande  o  barco  do  organismo para  o  bem,  a  intervenção  dos  remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Pão Nosso'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

PENSAMENTOS

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” — Paulo (Filipenses, 4:8)

Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental quê os produziu, nos movimentos incessantes da vida.

O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão­-somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração.

É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos.

Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar­-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção.

O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. Os discípulos que puderem compreender­-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-­o, em cada dia, terão encontrado a divina equação.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Pão Nosso'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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